Tag: Concurso

Nem parece, mas o calor aqui na arena do centro de convenções imigrantes está abrasador. Calor humano e calor de correria, já que o tempo continua nublado/chovendo sem parar.
Mesmo assim, a coisa vale muito. ontem – como era minha tarde de folga da área de foto – acabei curtindo mais tempo com a galera. Podcasters, fotógrafos, blogueiros e amigos on/off line todos.
Hoje a correria voltou, mas a câmera escura que vocês viram começar a ser construída ontem está praticamente pronta e funcionando. Pena que a iluminação da arena é fraca, mas mesmo assim dá pra brincar legal com ela.
Agora, o ponto alto de hoje é, sem dúvida, o Concurso Relâmpago que estamos promovendo aqui na área de Fotografia em parceria com a Nokia!
Para participar basta enviar para o grupo do Flickr uma foto de um detalhe que ninguém percebe, ou algo que costuma passar desapercebido, da arena principal (ou seja, não vale a área de exposições nem o acampamento).
A premiação é de gala! A Nokia premia o primeiro colocado do concurso com um smartphone N97!

O segundo e o terceiro colocados receberão tablets da C3 Tech.
Além disso, todos os 10 primeiros colocados receberão pendrives da Kingston e contas PRO do Flickr (com duração de um ano).
Cheguem lá no grupo e participem! Só serão válidas fotos postadas nas vinte e quatro horas após as 18h de hoje (29).
29 de janeiro de 2010

A internet – ou como está na moda chamar, a web 2.0 – oferece um número absurdamente grande de possibilidades para que fotógrafos mostrem seu trabalho, das mais diversas formas.
Portfolios pessoais como o carbonmade, redes sociais como o flickr e sites pessoais são apenas a ponta do iceberg. Boa parte destes serviços permite – em maior ou menor escala – a interação do fotógrafo com seus colegas de profissão, com seu público consumidor e também com os admiradores de seu trabalho.
A Fotopedia é uma forma diferente – e bastante interessante – de divulgar seu material fotográfico. Resumindo em poucas palavras, o site pretende compilar uma enciclopédia visual a partir de imagens cedidas e escolhidas pela própria comunidade.
Segundo os próprios caras, a ideia é:
uma enciclopédia para a humanidade;
a maior plataforma de distribuição de conteúdo fotográfico – gerando assim meios de divulgação do trabalho de fotógrafos;
uma interface amigável para que qualquer pessoa possa criar uma entrada sobre algo que lhe interessa.
Além disso tudo, a Fotopedia também oferece um repositório temático de fotografias – quase como um banco de imagens – para serem utilizadas pelos membros do projeto. Por exemplo, quando eu criar uma postagem sobre o Museu Oscar Niemeyer (ou o Museu do Olho, como é mais conhecido), eu posso muito bem pedir à Fotopedia que me mostre as imagens consideradas, pela comunidade, como representativas sobre o tema, e transformar isso em um slideshow:
Para colaborar com a Fotopedia, você deve se cadastrar no serviço. Depois basta passear pelas milhares de entradas existentes, votas nas fotos que você considerar merecedoras de entrar para a enciclopédia – cada membro tem 50 votos diários – e quem sabe até mesmo colocar alguma imagem sua na contenda.
Você pode fazer isso através do site, baixando o software de gerenciamento gratuito (só para membros cadastrados) ou ainda direto do Flickr. Esta última opção só está disponível para fotos com licenças Creative Commons, enquanto as duas primeiras permitem a inclusão tanto de fotos com Copyright quando sob licença Creative Commons.
De certa forma, pode-se dizer que a Fotopedia é para a fotografia o que a Wikipedia é para o conteúdo escrito. Naturalmente, como as imagens dependem de votações da comunidade para se integrarem a um verbete, a velocidade de troca e atualização dos termos na Fotopedia é bem menor. Outra coisa impressionante é a qualidade geral das imagens postadas, elevando o “limite de corte” das fotos candidatas a uma entrada.
[RECLAMES OBRIGATÓRIOS]
Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Se você quer bombar o seu blog, participe!
22 de janeiro de 2010
“Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender” (Cacilda Becker, citada por Vicente Sampaio (será que é meu parente?), no flickr do palco HSBC)
Quem acompanha este blog sabe que – mesmo com postagens irregulares – eu tento sempre manter um astral bacana, sem mto #mimimi e coisas do gênero por aqui. Porém, hoje a coisa ficou brava, e quem me segue no twitter percebeu que boa parte da minha tarde foi usada no apoio às manifestações contra o absurdo do regulamento inicial do concurso que o HSBC criou (não fui o primeiro a reclamar, e mto menos o único. para saber todo mundo q participou, clique nesta busca do twitter e veja quem usou a tag #DigaNaoHSBC).
Qual a celeuma?
O banco – que divulgou lucros de US$ 3,35 bilhões no primeiro semestre segundo o NY Times – decidiu criar um concurso no Flickr para selecionar fotos para sua próxima campanha publicitária. Ok, eu ainda não consigo viver de fotografia exclusivamente, mas muita gente que o faz sabe que campanhas desse nível são o forte do rendimento de muitos fotógrafos por aí. Ou seja, alguém na instituição financeira – departamento de marketing, provavelmente – achou que ia ser bacana fazer um pequeno corte de gastos (já que também segundo o link anterior do Times os lucros exorbitantes do banco diminuíram 57% em relação ao ano anterior) e conseguir fotos de graça para a publicidade! SIM! DE GRAÇA!
13 – Os participantes desde já declaram que tem conhecimento que não haverá qualquer outra retribuição adicional, premiação ou pagamento pela participação nesta ação. (retirado do regulamento do concurso quando de sua publicação original)
Ok, muita gente pensa “mas olha, se o cara colocou a foto lá, ele sabe que ñ vai receber dinheiro por ela. E se você precisa q paguem pelas suas fotos, faça teu trabalho direito q vai ter gente te contratando”. Eu li isso no twitter pelo menos 2 vezes esta tarde. Vou rebater aos poucos, ok?
Sim, quem mandar fotos sabe q ñ receberia $ por elas. Essa consciência não faz menos injusta a proposição de alguém arcar com todos os custos de produção e tratamento de ma imagem para que um banho ganhe dinheiro com ela sem retribuir da mesma forma (ou você acha que publicidade não ganha dinheiro para o banco?)
Concordo, se você tem um bom trabalho, você terá clientes. E se, mesmo com seu bom trabalho, um dos seus clientes resolve chegar para seu depto de marketing ou agência de publicidade e falar: “ok, agora quero fotos de graça assim como o HSBC fez, faça um concurso no flickr pra mim”. É um cliente a menos não? e se a moda pega, e TODOS – que já estão sofrendo (em maior ou menor grau) com os “sobrinhos” e com a crise – os grandes clientes resolvem embarcar em projetos desse tipo? Claro que é uma visão apocalíptica e alarmista, mas não deixa de ter algum mérito.
Só que não para na questão do dinheiro. A coisa toda era ainda mais complicada.
12 – As fotos selecionadas poderão ser utilizadas pelo HSBC em sua campanha offline nos aeroportos de todo Brasil, com a inclusão do crédito ao autor da foto, a indicação de seu “Flickr Name” e a referência ao Grupo e à ação Palco HSBC. O HSBC envidará os maiores esforços para que o formato de exibição do crédito ao autor aqui referido seja visível ao público, respeitado as dimensões de exibição das fotos e os objetivos da campanha do HSBC.
[...]
15 – Além disso, ao participar da ação e adicionar a foto ao Grupo, o participante concede ao HSBC, a título gratuito, uma licença mundial, exclusiva, irrevogável, sublicenciável e livre do pagamento de royalties, que é válida até o dia 31 de dezembro de 2010, para utilizar, copiar, modificar, traduzir e/ou adaptar, distribuir, executar em público, exibir em público e criar trabalhos derivados de sua foto, exclusivamente em relação à finalidade deste Grupo e da ação , por qualquer meio de veiculação e divulgação, especialmente através da exibição em outdoors, painéis gráficos ou assemelhados a serem veiculados pelo prazo previsto na licença
Alguém percebe a brincadeira? Segundo o regulamento inicial do concurso, o banco – além de não pagar pela imagem – pode sublicenciá-la, ou seja, ganhar dinheiro com a SUA imagem, sem te pagar nada por isso, até o fim de 2010! Sem contar o outro absurdo de exigir a possibilidade de alterar a foto.
Outro problema é que o único “prêmio” que era oferecido era a “inclusão do crédito ao autor da foto, a indicação de seu “Flickr Name” [...].O HSBC envidará os maiores esforços para que o formato de exibição do crédito ao autor aqui referido seja visível ao público [...].“. A rigor, eles iriam – respeitando a necessidade DELES – colocar o teu nome e link do flickr o mais visível possível para não atrapalhar a campanha, e mesmo assim associado diretamente à própria instituição a partir do site do concurso. Desculpa, o único crédito que eu sei q dá resultado é o da Playboy, por que geral fica invejando quem fotografa mulher famosa sem roupa. Ou alguém lembra o nome do fotógrafo da última campanha do HSBC? Eu nunca soube quem foi. Talvez o próprio fotógrafo e mais um ou dois conhecidos dele saibam, mas a população em geral não presta atenção nas letras miúdas dos anúncios (e eu – sinceramente – duvido que o crédito seria colocado com visibilidade suficiente para as distâncias a que os anúncios seriam mostrados. Para entender isso, a disciplina que estuda o tamanho das coisas em impressos é a ergonomia visual).
Vários outros argumentos foram levantados nas discussões da tarde sobre o concurso, mas alguns já me escapam da pouca memória que eu tenho, e outros eu acho que nem merecem ser comentados.
O resultado
Felizmente, as manifestações – tanto no tópico iniciado pelo Lost Art quanto no Twitter – surtiram um efeito quase imediato. Em pouco mais de 5 horas, o HSBC se manifestou sobre as alterações do regulamento. Enquanto eu escrevo este post, eles devem estar consultando o jurídico para não fazer nenhuma besteira sobre a aquisição das fotos escolhidas no concurso. Ou seja, a #RevoluçãoDoSofá – que falhou em outros pontos – dessa vez, e pela participação de fotógrafos de peso como o Clicio Barroso e muitos outros, reconhecidos ou não, foi ouvida e atendida.
Agora só resta esperar para ver qual o rumo que o novo regulamento irá tomar, e eu já explico que este post foi mais um desabafo meu sobre o assunto, já que os 140 caracteres do Twitter não permitiriam que eu falasse tudo isso sem MTO mais trabalho do que a composição deste texto.
Prometo q em breve eu coloco algo mais legal e leve aqui para todo mundo voltar a se divertir com o Lente Aberta. E como o próprio Clicio deixou bem claro, creditar onde se deve: o aviso sobre o regulamento do concurso apareceu antes no Jeito Fore de ser.
26 de outubro de 2009
Pois então gente! mais um post que “gente grande” pediu pra eu fazer. E, nesse caso, não é curso, e sim concurso! [também ressaltando q ñ houve pagamento, ou coisas assim. a troca aqui foi mais na ordem de whuffies mesmo]
A Oi (aquela empresa de telefonia que tem as propagandas quebrando algemas e tal, saca?) tem um projeto bacana sobre a cultura e arte urbana, que agora dia 19/07 – sim, o tempo urge meu caro! – encerra inscrições de projetos para a edição de Curitiba.
O Nome do projeto é Oi Expressões.

Depois o projeto vai rodar outras cidades (Brasília e Porto Alegra, pra ser exato), mas aqui em CWB a parada rola assim:
Quem produz arte (dança, música, graffitti, fotografia, pintura, literatura, escultura ou o que seja) tem a oportunidade de, caso selecionado, entrar numa mega exposição que acontecerá em alguns pontos da cidade. No caso, o Parque São Lourenço, as Ruínas do São Francisco (também conhecidas por Ruínas do Largo) e na praça 29 de março. Em cada um desses lugares, bandas estarão se apresentando, obras estarão expostas e por aí vai. E não é só gente tosca não! Tem uma pá de gente legal (ou pelo menos conhecida) se colocando pra participar, como o
Tom Lisboa e a
Nicole Lima, o
Ruído/MM, o
Lendário Chucrobillyman e mais uma galera. Quem quiser conferir, no site você encontra a
agenda dos eventos.
Para se cadastrar, é só passar lá no site mesmo, fazer um cadastrinho básico, escolher qual é o material que tu quer publicar e torcer pra curadoria do projeto gostar do teu material. Com isso, você pode ser escolhido a se apresentar ao vivo (ou expor, dependendo do que tu faz) no dia do evento.
Só uma ressalva que cabe aqui: Como o povo normalmente não lê regulamento de nada, já aviso que se tu publicar algum material no site do Oi Expressões, você estará dando à empresa direito de utilizar esse material da forma como ela quiser, pelo período que ela bem entender, sem precisar te pagar nada por isso. O Regulamento não deixa explícito a questão do crédito ao autor, então atenção gente, o que você colocar lá, pode e provavelmente será usado independente do que você espera desse material. Escolha com carinho e cuidado.
Com o cadastro feito, e sua expressão publicada, você só precisa esperar que o pessoal da Oi entre em contato contigo.
Boa sorte, a gente se vê por lá.
13 de julho de 2009

Uma das coisas q eu pretendo começar a fazer é descobrir concursos, exposições abertas e coisas desse tipo para que você leitor possa mostrar também sua fotografia pra geral. Assim sendo, nada mais justo que começar logo com o “deus” da internet!
O Google, em parceria com a Saatchi Gallery de Londres estão promovendo um concurso mundial para revelar talentos da fotografia, usando a internet pra isso. Até 31 de maio você pode enviar até 5 imagens no link Google Photography Prize. De todos que mandarem imagens, 36 serão escolhidos pra lista principal. Desses, 5 ganham uma passagem pra Londres, ver a abertura de sua exibição na Saatchi, e dos 5, um felizardo vai ganhar US$7.500,00 e vai passar um dia com um dos jurados, o fotógrafo da Magnum Photos Martin Parr. Além dele, fazem o painel de júri: Idris Khan, Tim Marlow, Michael Hoppen e Susanna Brown (cujo link eu realmente não achei… :/ ).
EDIT: A Carol Vigna-Marú do Fala Freela! avisou que não pode ser residente no Brasil e em mais alguns países. eu nem cheguei a ver as eligibilidades pq estava fora já no “estudante universitário”. Uma pena.
9 de maio de 2009
Hoje, sexta feira 13, foram anunciadas (ou pelo menos, hoje eu fiquei sabendo) as imagens vencedoras do World Press Photo. O WPP é um concurso fotográfico, ou seja, fotógrafos e agências de imagem se inscrevem para concorrer em várias categorias, submetendo imagens ao crivo de um painel de jurados formado por 13 editores, fotógrafos e representantes das principais agências de notícia do mundo todo.

A imagem acima é a vencedora geral do WPP em 2009, do fotógrafo Anthony Suau (link p/ wikipedia) para a Reuters, retratando um policial em Cleveland, vasculhando uma casa recém desocupada após o estouro da crise.
Além disso o WPP é também um “guia de referência” para uma das áreas mais conhecidas, vistas e vastas do mercado fotográfico: o fotojornalismo. A própria missão do concurso, no site, diz que eles pretendem “oferecer um panorama de como fotojornalistas enfrentam a notícia por todo o mundo”.
Enfim, siga lá pra Galeria World Press Photo para ver as melhores fotos jornalísticas feitas em 2008, ou, se quiser ver quem ganhou direto em alguma categoria, cheque a Lista de Vencedores.
13 de fevereiro de 2009